O novo livro do filósofo Vladimir Safatle, ao articular psicanálise e marxismo, lança um olhar sobre o recrudescimento da mentalidade autoritária no nosso tempo. Mas também oferece afiadas armas analíticas para pensar uma política do desejo capaz furar a atmosfera ideológica opressiva do capitalismo tardio.
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Karl Marx celebrou as conquistas do liberalismo, como a liberdade de imprensa, enquanto criticava severamente sua fidelidade cega as restrições da propriedade privada. Podemos manter a mesma tensão em nossas mentes - se opondo ferozmente aos problemas do capitalismo enquanto lutamos para tornar os direitos liberais uma conquista para todos por meio da transformação socialista.
A Revolução Mexicana eclodiu há 110 anos, quando o povo se rebelou contra o despotismo e a desigualdade. O México foi o primeiro país a nacionalizar sua indústria petrolífera e graças a reforma agrária, a oligarquia latifundiária foi destruída junto com o antigo Exército - tornando-se um dos poucos países latino-americanos a não ter golpes militares no século XX.
Os governos africanos dos primeiros anos pós-coloniais projetaram uma visão para irem além do neocolonialismo e da subordinação ao Norte Global. Mas os conselhos liberais do Banco Mundial e do FMI aprofundaram a subjugação do continente – e o disfarçou a receita econômica como não ideológica.
As raízes do sionismo moderno estão no colonialismo. Esta foi a oposição da esquerda judaica nas décadas de 1930 e 40, mostrando que esta ideologia é uma mistura de nacionalismo e imperialismo de direita que se opõe fundamentalmente ao internacionalismo da classe trabalhadora.
A ideia de que os nazistas eram socialistas é completamente absurda. Infelizmente, figuras da direita não só reforçam essa falácia como se apropriam dessa concepção. Então, vamos agora dizer todos juntos: não, os nazistas não eram socialistas. Na verdade, eles eram declaradamente anti-socialistas.
A maneira como definimos o capitalismo e pensamos sobre seu desenvolvimento molda a maneira como lutamos para transcendê-lo.
Luiza Erundina saiu do interior da Paraíba, onde militava pela reforma agrária com movimentos católicos e lia Paulo Freire clandestinamente, para se tornar a primeira prefeita de São Paulo. Hoje, aos 85 anos, continua lutando por um mundo mais justo com o mesmo vigor de quando resistia à ditadura militar. Nesta entrevista, ela conta como a esquerda pode se renovar para destruir o bolsonarismo nas próximas eleições.
O povo chileno votou em massa para abandonar a Constituição neoliberal herdada da ditadura. Atualmente em primeiro lugar nas pesquisas para a eleição presidencial do próximo ano, o comunista, chileno e palestino, Daniel Jadue, disse à Jacobin como seu país pode romper com os dogmas da direita e quais foram os erros da esquerda latino-americana.